IA e Educação: caminhos no sistema educacional


A ideia de Inteligência Artificial surgiu por volta de 1956. Naquele momento, no entanto, a IA não era capaz de criar ou interpretar como faz hoje; ela apenas realizava cálculos e entregava resultados. Entre os anos de 1970 e 1980, a falta de avanços causou frustração e uma certa desilusão em relação ao seu potencial. Foi somente com a popularização da internet, a partir dos anos 1990 e 2000, que a Inteligência Artificial passou a ganhar força. Porém, ocorreu por volta de 2010, com o surgimento com a IA degenerativas, como o Chat GPT, Deep Seek, entre outras. Diferente das primeiras versões, essas tecnologias começaram a interagir com os seres humanos de forma mais natural, imitando a linguagem humana.
Com isso, entendemos que a IA não surgiu de forma repentina. Ela é resultado de um longo processo, cheio de avanços e retrocessos. Apesar disso, muitas pessoas acreditam que, por causa de seu rápido desenvolvimento, ela poderá substituir profissionais, inclusive professores. Esse pensamento, no entanto, revela um dos principais desafios sobre a IA: ela só funciona com base em dados, e esses dados são produzidos por seres humanos. Sendo assim, nesse ponto a leitura e o pensamento crítico se tornam fundamentais. Ler e estudar nos ajudam a compreender melhor como essas ferramentas funcionam e como podemos utilizá-las de forma criativa, responsável e consciente. Como futuros professores, é essencial entendermos o papel da IA na educação. Ela pode ser uma grande aliada no processo de ensino-aprendizagem, desde que seja usada de forma pedagógica, ética e responsabilidade.
Também é importante lembrar que a IA, apesar de avançada, ainda pode cometer erros. Por isso, o uso delas exige análise, revisão e verificação constante. Nem sempre o que parece está correto. O olhar humano, especialmente o olhar de quem conhece o conteúdo, continua sendo essencial. 
Por fim, como futuras professoras, precisamos estar preparados para lidar com as inteligências artificiais, sabendo onde buscar informações seguras e assumindo o papel de mediadores nesse processo. Assim, conseguiremos abrir espaço para novas possibilidades, potencialidade e um uso mais ético das IA na educação.
A educação está em nova fase, e a presença da IA será cada vez mais comum. Por isso, mais do que temer ou não querer usar essas tecnologias, precisamos aprender a utilizá-las de forma crítica, reflexiva e criativa para que realmente contribuam para uma educação de qualidade.

Comentários

  1. Com certeza, meninas. Concordo demais com o que disseram, principalmente sobre verificar as fontes das IAs, porque geralmente pensamos que são super inteligentes e não vão errar por ser robô... (Rita)

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  2. Ótima reflexão meninas, vocês pontuaram de forma precisa os prós e os contras acerca do uso dessas ferramentas tecnológicas e como elas estão presentes nesse meio. De fato as pessoas estão se acomodando com o uso de IA como o ChatGPT para tarefas consideradas "fáceis" e que muitas vezes tragam respostas falsas ou rasas na análise, o que pode evidenciar a falta de interesse dos alunos por leituras e o senso crítico que são desenvolvidos através do hábito de ler e escrever. Realmente precisamos estar abertos a discussão desse tema nas escolas e da capacitação profissional dos docentes no meio tecnológico, afim de que seja possível passar esses conhecimentos também para os estudantes. Ao mesmo tempo que estou ansiosa para estar presente na sala de aula, me vejo sem a preparação necessária para a utilização desses recursos tecnológicos e vocês trouxeram um tópico a respeito disso no seu texto. Muito bem!

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  3. Amei a reflexão! Como futura professora, acredito muito que o uso consciente da IA pode transformar a sala de aula. É fundamental que a gente se prepare para ser mediadora nesse processo, sem perder o olhar humano e crítico que só nós temos.
    DANDARAH JANINE

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  4. Muito legal como vocês trouxeram a informação de que a IA não surgiu agora e que, aos poucos, ela vai se desenvolvendo cada vez mais. É muito importante lembrar que nenhuma tecnologia substitui o nosso olhar crítico e como futuras professoras, precisamos entender que a IA pode ser uma aliada, mas só se for usada com responsabilidade e com um propósito educativo.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Parabéns pelo post 👏👏
    Gostei quando vocês pontuaram a perspectiva que foi criada. Essa refere-se a achar que a inteligência artificial irá substituir os profissionais e professores. O que muitos não sabem é que ela é dependente dos seus criadores, ou seja, do homem. Além disso, sua criação foi baseada para que imitasse a linguagem humana , até por isso, é passível de cometer erros. Nesse sentido, é fundamental uma formação qualificada para que possamos utilizar esses recursos de forma ética, crítica, consciente e responsável.
    Ass. Alexsandro

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  7. Realmente, meninas!
    Este processo de aperfeiçoamento da IA é voltado ao conhecimento humano, entre pesquisas e estudos na tecnologia. Também é necessário a conscientização para o uso das IAS, pois estes apps desenvolvidos podem ser favoráveis no ensino-aprendizagem, desde que sejam utilizados com ética e responsabilidade, como destacado no post.
    Parabéns pelo post!

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  8. Olá! A IA é um recurso que deve ser usado com responsabilidade, como vocês disseram, nela podem haver erros. Por isso, a leitura é um fator crucial na utilização, pois buscar informações vai além de apenas pesquisar e ter uma resposta, mas sim em se embasar e desenvolver um pensamento crítico. E lidar com essa nova fase da educação, requer uma preparação, que ainda não temos, mas que acredito que vamos ter. Parabéns!

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  9. Haila e Jasmyn, vocês trazem pontos importantes para pensarmos sobre a IA. Para dialogar com vocês, penso que sempre foi e deve continuar sendo nosso papel, como educadores, ensinar os alunos a formular perguntas. Precisamos provocar os alunos a serem questionadores críticos, capazes de discernir a confiabilidade das fontes de informação, verificar os fatos e, especialmente em tempos de IA, a não aceitar de pronto tudo que é visto, ouvido ou lido. E isso não se faz quando permanecemos com a concepção da tecnologia com o Ferramenta. A própria Santaella explica que não existe educação sem as mediações tecnológicas que, não devem ser usadas como acessórios ou como meras ferramentas, que conformam os sistemas e os processos educativos como um todo. Pensemos sobre a concepção que vocês estão construindo sobre as tecnologias! Agora, o que noto é que ainda continuam os com a concepção da tecnologia como ferramenta, né? Vamos continuar pensando em qual perspectiva de educação e tecnologia queremos adotar!

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