Tecnologia e Educação: Reflexões sobre Políticas Públicas.

      (imagem produzida para representar o          Projeto UCA - Um Computador por aluno.)

Nós, da Tec Duas, antes de apresentarmos nossa opinião, gostaríamos de compartilhar com vocês um vídeo da TV Escola. Ele se remete ao que discutimos em sala de aula, ao mostrar que a entrega de equipamentos tecnológicos, sem um planejamento adequado, acaba se tornando apenas uma ação simbólica, que ao invés de incluir, exclui. O vídeo também nos leva a refletir sobre a importância de compreender a tecnologia como uma ferramenta que necessita de intenção a e formação continuada.


A partir disso, compreendemos sobre a relação entre políticas públicas e tecnologias na educação. Aprendemos que essas políticas foram sendo construídas ao longo do século XX e vêm se modificando ao longo do século XXI. No início, a tecnologia nas escolas era vista apenas como um meio de transmissão de conteúdos prontos, desconsiderando o cotidiano e a realidade escolares. No entanto, ao longo do tempo, surgiram políticas públicas que passaram a trazer a tecnologia como um instrumento de incentivo à melhoria educacional.

Exemplos disso são os programas PROINFO e UCA, que tinham como objetivo promover a inclusão digital. Apesar das boas intenções, percebemos que, muitas vezes, trata-se de uma falsa inclusão. Afinal, de que adianta fornecer equipamentos se não há formação adequada para os professores e nem condições reais de uso? Um exemplo sobre isso é o PROINFO Rural, que enfrentava dificuldades para levar acesso à internet às áreas mais afastadas, transformando os equipamentos em meros objetos sem função pedagógica.

Dessa forma, entendemos que a verdadeira aproximação entre tecnologia e educação depende de políticas de Estado e não apenas de governo, ou seja, é fundamental construir uma estrutura firme, que ultrapasse gestões e invista na formação dos educadores. Apenas assim as tecnologias poderão se tornar ferramentas estruturantes das práticas pedagógicas, e não algo que geram descontinuidade e desperdício de recursos públicos.

Como futuras professoras, reconhecemos que a tecnologia não é milagrosa. E que usar tecnologia em sala de aula não significa simplesmente repetir vídeos, mostrar slides ou reproduzir conteúdos prontos. Precisamos utilizar essas ferramentas de maneira crítica, criativa e intencional, promovendo inclusão, autonomia pedagógica e construção de conhecimento. A tecnologia deve ser aliada para que, a partir dela, surjam sujeitos capazes de criar, comunicar e refletir sobre o mundo.

Por fim, compartilhamos outro vídeo que nos ajudou a compreender que, se não soubermos usar a tecnologia de forma crítica e intencional, corremos o risco de nos tornarmos apenas consumidores de conteúdos prontos. Por outro lado, quando bem utilizada, a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa na construção de práticas pedagógicas significativas e transformadoras.


Até a próxima, turma!
By:  Haila e Jasmyn 

Comentários

  1. Adorei a fluidez do texto de vocês, isso porque ele traz uma reflexão interessante sobre o uso da tecnologia na educação de forma prática. E, olha, acho muito importante essa ideia de que simplesmente colocar equipamentos e internet nas escolas não garante uma verdadeira inclusão ou melhora na aprendizagem, já que quando usada com um olhar mais intencional de entende-la, pode realmente transformar a maneira como aprendemos e ensinamos, tornando o processo mais inclusivo. E para isso, é preciso investir na formação dos professores e criar políticas públicas que tenham continuidade. Como vocês bem trouxeram, “usar tecnologia em sala de aula não significa simplesmente repetir vídeos, mostrar slides ou reproduzir conteúdos prontos”, porque, na prática, muitas vezes vemos esse uso superficial.

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    1. Além de que achei massa demais vocês trazerem vídeos para complementar as ideias!!!

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    2. Exatamente Maria Clara. Quando usamos a tecnologia apenas para " repetir vídeos, mostrar slides ou reproduzir conteúdos prontos”, isso é uma perspectiva da tecnologia como ferramenta. Pois em nada altera as práticas pedagógicas. Superar é concepção é trazer práticas que favoreçam a comunicação, a troca, a produção, a construção de conhecimento. Pensemos nisso!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Meninas, adorei a ideia do vídeo, nos prende no blog e desperta o nosso interesse! sobre o texto, gostei da reflexão sobre o uso da tecnologia na educação que está muito bem colocada, vocês foram muito conscientes ao se impor falando de que tecnologia não é solução mágica, mas pode ser uma aliada poderosa quando usada com criatividade e propósito. Gostei muito também da ideia de tornar as tecnologias ferramentas estruturantes das práticas pedagógicas, e não apenas adereços momentâneos que acabam gerando desperdício, essa visão de vocês ajuda a colocar a educação digital dentro de um projeto pedagógico maior.
    Ass: Ana Milena

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    1. Ana Milena, mas na aula desconstruímos essa ideia da tecnologia como ferramenta, não foi? Quando trouxemos o video - metodologia ou tecnologia - que em nada mudou a prática da professora, ali temos uma perspectiva da tecnologia como ferramenta. Pergunto: é isso que nossas crianças desejam com as práticas dos professores?

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  4. Verdade meninas como vocês dizem do que adianta fornecer equipamentos se não fornecerem educação adequada para os professores, nós como futuras professoras precisamos ter um conhecimento ampliado sobre o uso dessas tecnologias em sala de aula, não adianta ter a tecnologia e ficar só passando vídeo. Lembro de um ano em que estudava no ensino fundamental, a escola possuía uma televisão e nisso a professora sempre levava nossa turma para assistirmos filmes ou então dançamos alguma músicas infantis. É esse modo de utilizarmos a tecnologia que precisam ser modificados, precisamos utilizar de modo criativo e significativo para assim os alunos poderem ter aulas onde não precisam somente ficar sentados escrevendo tudo que a professora passa no quadro.

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  5. Reflexão completa e bem estruturada! A forma como vocês conectaram a teoria com os vídeos e com a prática foi excelente. Gostei muito da crítica à falsa inclusão digital e da ênfase na formação dos professores. Também achei muito madura a fala final sobre o papel de vocês como futuras professoras, ficou claro que entendem a tecnologia como ferramenta de transformação, não como uma solução mágica. Parabéns!

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  6. Muito legal a forma que vocês desenvolveram o texto de vocês. Realmente, quando se fala que não adianta fornecer equipamentos se não são utilizados de maneira adequada.Por isso, vejo a importância do acesso ao conhecimento tecnológico para o profissional da educação, justamente por serem os mediadores do conhecimento. Além disso, é importante os incentivos do Estado para a implementação das tecnologias de qualidade e estruturadas.

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  7. É isso! Para que as políticas públicas funcionem, é preciso que sejam constantemente planejadas e revisadas. Senão, vira apenas um programa sem muito efeito.

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  8. Haila e Jasmyn, ao longo do processo vocês tem apresentado reflexões muito consistente. Mas, diante do que debatemos em aula e que foi discutido no texto de Bonilla, pergunto: será que queremos a tecnologia como uma ferramenta que necessita de intenção a e formação continuada. Conforme afirma Bonilla, no seu texto sobre as políticas publicas de inclusão digital na escola, "é necessário ultrapassar a ideia de uso das TIC como ferramenta de capacitação para o mercado de trabalho, através de cursos técnicos para a população de baixa renda, ou então como meras ferramentas didáticas para continuar ensinando os mesmos conteúdos na escola". Para complementar essa discussão, mostrei em aula "As tecnologias da Informação e Comunicação devem ser tomadas como elementos estruturantes das ações, mais especificamente, deve ser incorporada às práticas presenciais de forma paralela, integrada e integrante com o conjunto das demais atividades de forma a favorecer a vivência, a colaboração, a auto organização, a conectividade plena" (Bonilla, 2010). Nessa mesma linha, Nelson Pretto explica que apropriar-se dessas tecnologias como uma mera ferramenta é jogar dinheiro fora. Colocar computador, recursos multimídia e não sei mais o quê para a mesma educação tradicional, de consumo de informações, é um equívoco. Ou nós trazemos essas tecnologias com a perspectiva de modificar a forma de como se ensina e de como se apreende e isso significa, fundamentalmente, entender a interatividade e a possibilidade da interatividade como sendo o grande elemento modificador dessas relações, ou vamos continuar formando cidadãos que são meros consumidores de informações.

    O que quero que reflitam é o que esta perspectiva das tecnologias como ferramentas estruturantes das práticas pedagógicas, é uma concepção de tecnologia para "animar" a velha educação. Precisamos questionar: essa perspectiva está estruturando as políticas com propostas que levam a autoria, a colaboração, a produção de conhecimento e culturas? Não queremos aulas mais modernas e interessantes - lembram do vídeo tecnologia ou metodologia? O que queremos é que pensem em práticas que envolvam as crianças para sair do lugar de consumidor de conteúdo, para juntos tornarem-se produtores de conteúdos e conhecimento. Pensemos sobre isso!

    Ah, vamos tentar incorporar os vídeo para que o leitor assista daqui do blog e não tenha que sair do blog. Vamos usar os links no texto, certo? Bjos

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